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Identificando uma igreja sadia PDF Imprimir E-mail
Ter, 09 de Agosto de 2011 21:31

Lupa

Uma das grandes dificuldades de nossos dias não tem sido a de encontrar uma igreja. Diga-se de passagem que nas grandes metrópoles brasileiras, em cada esquina, podemos encontrar uma igreja e na maioria das vezes a “gosto do cliente”.

 

A nossa grande dificuldade tem sido de encontrar uma igreja sadia, uma igreja que esteja engajada na luta pelo Evangelho de Cristo, na busca constante pelo Reino de Deus e sua justiça (Mt 6.10,33).

Estamos em meio a tantas elucubrações humanas, vozes se dizendo representantes dos cristãos. Há muita confusão em torno do nome Igreja, tentando assim, desfigurar, dar outro tom a Igreja de Cristo. Isso tudo só tem gerado na sociedade o descrédito no lugar de trazer elucidação. Doutrinas falsas, crendices, superstições e embustes que causam um sentimento de tristeza, dor e lamento.

Há muitos escombros que precisam ser removidos para encontrarmos a Igreja com suas virtudes cristocêntricas. Uma igreja que milita a causa com autenticidade, galhardia, clareza de não se render em troca do pragmatismo circunstancial do mercado. Uma igreja que não se venda e nem negocie princípios em tempos de eleições.

Creio ser possível encontrar uma Igreja sadia em nossos dias. Existem pessoas que continuam alicerçados na Rocha que é Cristo e tendo como bandeira a mensagem do Evangelho. Mas como identificar uma igreja em tempos assim?

Gostarias de compartilhar alguns vislumbres que possam nos ajudar a identificar uma igreja, mesmo em meio aos escombros da atualidade.

1.º A valorização do Sacrifício de Jesus. É necessário observar se a igreja está focada e outorga o verdadeiro valor para o sacrifício que Jesus fez por nós na Cruz. Que lugar ocupa essa menagem? Com o pensamento humanista introduzido na igreja, o homem passou a ser o centro, mas não como alvo para salvação, mas sim para satisfação. Então a mensagem é: “você precisa fazer de tudo para ser feliz”. Nesse modelo pós-moderno de vida, vale tudo, menos a valorização do verdadeiro significado da mensagem de salvação.

Nada deve substituir o sacrifício de Jesus na cruz.  A mensagem de Paulo aos Coríntíos foi enfática: “E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria. Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado”. É pelo seu sangue que somos justificados e redimidos de todos os nossos pecados. O escritor aos Hebreus afirma: “…Sem derramamento de sangue não há remissão de pecados” (Hb 9.22). O apóstolo Pedro que conheceu bem a ignomínia da cruz de Cristo, afirmou aos irmãos a respeito do sacrifício de Cristo: “Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça, e pelas suas feridas fostes sarados” (1Pe 2.24).

Sem o sacrifício de Cristo a igreja perde o sentido, o Caminho fica descaracterizado, a neblina das projecções humanas nos guia pelos atalhos sombrios, onde só há confusão e ilusão.

2.º Comunhão com Deus através da oração. O caminho da comunhão é oração. Verifique se a igreja ora e qual o tipo de oração é valorizada. Porque existem muitas orações estranhas por ai a fora. As orações de Paulo pelos irmãos de Éfeso deveria ser feita com mais intensidade e espontaneidade em nossos dias (Ef 1.15-23; 3.14-21).

Muitas igrejas abandonaram completamente a vida de oração, sobre argumentos frágeis e insustentáveis. Já outras, tem propósitos distorcidos quanto a oração, seja genuflexo, ou de qualquer outro modo.

Jesus tinha uma vida de oração, e deixou claro pelo registro dos evangelistas que ele não tomava decisões sem antes orar. Para escolher seus discípulos por exemplo, retirou-se só e passou a noite inteira em oração (Lc 6.12-16). A Igreja primitiva avançava também sustentada também sobre o fundamento da oração. (At 2.42). Essa mesma igreja tomava decisões sob a regência da oração (At 13.1-3).

A igreja precisa está alicerçada nessa prática, tanto individual como coletivamente. Deve haver incentivo a oração, a pratica da oração, enfim, uma vida constante de oração.

3.º Centralidade nas Escrituras. Uma igreja sadia tem sua origem, seus credos, seus princípios, sua liturgia e seus programas, centrados e direcionados nas Escrituras Sagradas. Algumas igrejas se tornam fracas no compromisso com a Bíblia, ficando assim vulneráveis e abertas a todo tipo de idiossincrasias, desequilibradas, oferecendo o superficial, usando de malogro que mais infantilizam do que gera amadurecimento espiritual. A centralidade nas Escrituras privará as pessoas das crendices em sal grosso para espantar mal olhado e inveja, água e rosas ungidas para resolverem problemas, sacrifícios intermináveis que tentam enganosamente substituir ou anular o Sacrifício Eterno (Hb 9.12). Hoje existe um abismo muito grande, deixado pelos ensinos medianos e as vezes controvertidos.

A Bíblia Sagrada oferece ainda, tudo o que o homem necessita para viver nesse mundo e passar por ele triunfantemente. Ela testifica de si: “Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça” (2Tm 3.16).

A igreja está firmada sobre preceitos de sabedoria humana, ou alicerçada e firmada na Palavra de Deus? De onde vem mas diretrizes para a igreja? Abraça aquilo que a Bíblia não se pronuncia e rejeitamos aquilo que a Bíblia rechaça? Uma igreja que procura seguir as Escrituras, não se sustenta em amuletos, figuras, fábulas ou coisas parecidas.

4.º Doutrinas bem definidas. Existe uma crise doutrinária na Igreja atual, crise essa que tem desembocado um rio de miscelânea sincrética de nos deixar assustados. Um outro evangelho é apresentado sem muita resistência. É preciso identificar se a igreja crê no Evangelho ou não. A Bíblia afirma categoricamente que há pessoas que são “contrárias a sã doutrina” (1Tm 1.10).

O que direciona está na última revelação do apóstolo, do bispo, do pastor, da missionária ou sob o crivo das Escrituras? Há muitas coisas estranhas em nossos dias, tais como o que estava acontecendo na igreja de Gálatas a ponto do apóstolo dizer: “Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo” (Gl 1.6,7).

Uma igreja sadia tem doutrinas que gera vida no lugar de morte, gerando pessoas sadias, transformadas e cheias de amor, pessoas a imagem de Jesus (Rm 8.29). Como disse Eugene Peterson: “A crença sem amor destrói vidas. A crença sem amor transforma o melhor dos credos em arma de opressão”.

5.º Relacionamentos sadios. É necessário observar se há incentivo para pratica do amor verdadeiro, se as pessoas são encorajadas a viver como irmãos em Cristo. Verifique se na igreja, as pessoas são apenas grupos que vivem competindo entre si, hostilizando-se ou se buscam relacionamentos verdadeiros.

Pessoas que frequentam uma igreja devem aprender a levar as cargas uns dos outros (Gl 6.2), vivendo intensamente o que Cristo nos ensinou: “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Jo 13.35).

A igreja não pode se caracterizar como um campo de batalha entre as pessoas, nem como uma maratona onde os competidores querem superar uns aos outros. O que deve haver como primazia é a lei do amor, conforme o apóstolo João disse: “Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos, quem não ama seu irmão permanece na morte. Qualquer que aborrece seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem permanente nele a vida eterna” (1Jo 3.14,15).

Não se deixe enganar: você é responsável pelos relacionamentos que são gerados a qual você faz parte. Se há amor, misericórdia, se há compaixão, longanimidade, você é uma das pessoas responsáveis. Todavia, se há contendas, intrigas, sectarismo, divisões, dissensões, você também tem grande parcela de contribuição.

Não há igreja perfeita, mesmo porque todos nós somos estamos sendo transformados e aperfeiçoados em Cristo Jesus, mas é importante identificar o que prevalece dentro de uma igreja.

6.º Deve haver pessoas preparadas para o exercício do ministério cristão. Ninguém deveria brincar de igreja, nem montar um instituição qualquer e colocar o nome de Igreja. Existem instituições que os seus lideres não têm chamado algum, nem qualificação para o exercício do ministério. Jesus nos orientou dizendo: “Por seus frutos os conhecereis. Porventura, colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz frutos bons, e toda árvore má, produz frutos maus” (Mt 7.16,17).

Hoje há instituições onde os lideres são tiranos, déspotas que impõem seus preceitos e normas contrárias a Bíblia Sagrada e ainda julgam-se melhores que os outros. Outros são levianos na vida pessoal, em seus negócios e diversas dimensões. Vejam por onde essas pessoas passaram e o legado que estão deixando. Uma coisa era a vida antes de Cristo, manchada por toda sorte de pecados e enganos, outra coisa é, mesmo depois de estar seguindo a Cristo, continuar mentindo, ludibriando, enganando e deixando rastros de morte, cheios de discrepância, caracterizando assim uma vida pós-Cristo e não em Cristo. A Bíblia Sagrada afirma: “Procura apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2Tm 2.15).

Quantas pessoas despreparadas e fora de posição estão tentando exercer uma chamada que não lhes foram confiadas. Pessoas presunçosas, ensimesmadas e fraudulentas, levando muitas pessoas a perdição e ao distanciamento da verdade. Aos Corintíos Paulo disse: “Que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus. Além disso, requer-se nos despenseiros que cada um se ache fiel” (1Co 4.1,2).

Como carecemos de ministros cristãos verdadeiros em todas as áreas da igreja, pessoas que tenham compromisso com a verdade. Como disse Charles H. Spurgeon sobre os obreiros: “É melhor abolir os púlpitos do que enchê-los de homens que não tem conhecimento experimental daquilo que ensinam”.

7.º Compromisso missionário. Identificar uma igreja pelo sensacionalismo, testemunhos miraculosos, ativismo religioso, entretenimentos, shows gospel, nunca será melhor alternativa. Para encontrar uma igreja sadia em meio a tantas invencionices, tendências superticiosas e crendices é preciso também observar se essa igreja está engajada em levar a mensagem de salvação e esperança aos aflitos. O comprometimento com a grande comissão (Mt 28.18-20), já é um grande sinal que essa igreja pode está indo em rumos certos. Como disse o Dr. Greg Laurie: “É importante observar que, embora aqui Jesus estivesse falando para seus discípulos, esta comissão é dirigida a toda igreja, e não apenas aos pastores, evangelistas e missionários”.

O compromisso de pregar o Evangelho e fazer discípulos, não é apenas para um “grupo” específico da igreja. Ela é para todas pessoas que são comprometidas com o Jesus.

Existe a necessidade de identificar igrejas que não estratifique o Evangelho de Cristo, uma igreja que permaneça perseverando nas Escrituras, mesmo que o pragmatismo esteja cada vez mais convidativo e sedutor.

Bem sei que existem outros pontos relevantes para identificar uma igreja sadia em meio a descaracterização cristã, espero que esses poucos aqui mencionados possam lançar um pouco de luz em meio ao obscurantismo hodierno.

Que o Senhor nos ajude a sermos uma Igreja que carrega em si as marcas de Cristo, a fim de que possamos nos apresentarmos a Ele como “…Igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” (Ef 5.27), cumprindo o propósito de Deus para a nossa geração.

Paz seja convosco!

André Santos

 

Última atualização em Dom, 25 de Setembro de 2011 16:28
 

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